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A verdade sobre o Terror
em Amityville
Em 1977 foi lançado o livro "The Amityville Horror: A True Story" de Jay
Anson. A obra descrevia as assustadoras experiências paranormais que
George Lutz e sua família teriam vivenciado numa casa mal assombrada na
Avenida Ocean 112, em Amityville, Nova Iorque, EUA. O livro obteve
estrondoso sucesso, foi traduzido em vários idiomas (inclusive em
português) e foi tema de alguns filmes cinematográficos. O incidente
atraiu famosos parapsicólogos, sensitivos e caçadores de fantasmas, alguns
dois quais confirmaram a presença de "energias malígnas" no local.
Segundo o autor, o livro descreve acontecimentos verídicos. Tudo teria
começado em 13 de novembro de 1974 quando seis moradores da casa foram
friamente assassinados enquanto dormiam. Ronald DeFeo Jr., (o "Butch") de
23 anos, matou a tiros o pai Ronald DeFeo, a mãe Louise Brigante-DeFeo, os
dois irm!ãos Marc e John e as duas irmãs Dawn Theresa e Allison Louise. O
assassino, que cumpre pena, teria sido mentalmente impelido a cometer o
crime por forças "sobrenaturais", provavelmente oriundas de "um velho
cemitério indígena sobre o qual foi construído o imóvel".
Jay Anson escreveu que a família Lutz ficou apenas 28 dias na moradia
porque não suportou mais a violência dos constantes fenômenos. Portas
foram arrancadas, móveis se arrastavam, uma estranha substância verde
escorria do teto, nuvens de insetos atacavam as crianças e vozes
demoníacas soavam pelos cômodos. As forças do mal teriam até expulsado um
padre que tentou exorcizá-las.
Pesquisadores como Joe Nickel e Rick Moran estudaram cuidadosamente a
história da casa e de todos seus moradores. Entrevistaram vizinhos e
também o Padre Pecoraro, aquele que diziam ter sido expulso pelos
"espíritos do mal". Todos que se aprofundaram no caso acabaram descobrindo
que os horrores estavam apenas nas páginas de uma fantasia literária.
Entre as muitas contradições comprovadas:
• As portas nunca foram arrancadas dos seus lugares. Foi verificado que as
antigas dobradiças, parafusos, fechaduras e maçanetas continuavam como
eram antes do crime;
• A tribo de índios que teria criando o suposto cemitério nunca viveu na
região de Amityville;
• O Padre Pecoraro disse que jamais viu nada de anormal na casa;
• Não existe nenhuma ocorrência policial associada ao período da
residência da família Lutz, contrariando o que diz o livro e os filmes.
Por fim, "Butch" DeFeo admitiu perante seu advogado, William Weber, que
tudo foi uma divertida criação dele em conluio com a família Lutz com o
propósito de ganhar dinheiro. Mas, ainda assim, muita gente continua a
crer que o episódio realmente aconteceu conforme descreve o livro de
ficção.
Em 15 de abril de 2005, "The Amityville Horror", uma nova versão do filme
estrelada por Ryan Reynolds e Melissa George chegará aos cinemas dos EUA.
Fonte: ARQUIVOS DO INSÓLITO
Informativo redigido por Philippe Piet van Putten e distribuído pela
Mahatma Multimídia - mahatma@uol.com.br |